Ansiedade
A ansiedade é uma reação natural diante de situações de perigo, cobrança ou incerteza. Ela se torna um transtorno de ansiedade quando é intensa demais para a situação, dura semanas ou meses e passa a atrapalhar o sono, o trabalho, os estudos ou os relacionamentos.
Como a ansiedade costuma se manifestar?
- Preocupação excessiva e difícil de controlar: pensamentos que giram em torno do que pode dar errado, mesmo em situações do dia a dia.
- Sintomas físicos: tensão muscular, palpitações, aperto no peito, falta de ar, tremores, desconforto gastrointestinal e cansaço.
- Inquietação e irritabilidade: sensação de estar sempre “no limite” e dificuldade de relaxar.
- Alterações do sono: dificuldade para pegar no sono ou sono pouco reparador.
- Evitação: deixar de fazer atividades, sair ou assumir compromissos por medo de se sentir mal.
Entre os quadros mais comuns estão o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno de pânico e a ansiedade social. É frequente que a ansiedade venha acompanhada de depressão, insônia ou uso excessivo de álcool e outras substâncias, por isso uma avaliação cuidadosa é importante para definir o diagnóstico.
Como é o tratamento?
O tratamento é definido caso a caso e costuma combinar psicoterapia (a terapia cognitivo-comportamental tem boa evidência) com medicação, quando indicada. Os antidepressivos são o tratamento medicamentoso de primeira escolha para os transtornos de ansiedade; os calmantes da classe dos benzodiazepínicos podem aliviar os sintomas a curto prazo, mas o uso prolongado traz risco de dependência e deve ser bem orientado.
Hábitos como atividade física regular, rotina de sono e redução de cafeína e álcool também fazem diferença. No acompanhamento, ajustamos o tratamento conforme a resposta e conversamos sobre a duração adequada, evitando interrupções por conta própria, que aumentam o risco de retorno dos sintomas.
Se a ansiedade vier acompanhada de pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda imediatamente: SAMU (192) ou o pronto-socorro mais próximo.